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O alpinista e a morte da pintura

Um dos capítulos do livro "Correspondences" do Tim Ingold fala sobre um episódio de uma residência artística decorrida na natureza. Para esta residência haviam sido convidados vários artistas e diferentes profissionais, entre eles antropólogos, como Ingold, e um explorador: um alpinista. Depois de um dia de trabalho de campo a explorar a região montanhosa houve uma sessão de partilha. Ingold descreve o ânimo e entusiasmo com que esta partilha começa, com os artistas a partilhar as suas descob ertas, os trilhos, as plantas que haviam encontrado, a forma das nuvens ou o pôr do sol. Este espírito muda radicalmente quando o alpinista começa a falar, em desânimo, confessando que resta muito pouco para explorar na superfície terrestre, que todos os picos já haviam sido escalados, e sobram agora algumas cavernas: é este o cenário com que os exploradores se deparam no presente. O pressuposto que move o alpinista e os artistas parece desta forma ser diferente. Para o alpinista, basta ...

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